Bem pessoal falar sobre a dublagem de Pokémon no Brasil não será nada fácil, ainda mais, que mais parece uma novela mexicana escrita por macacos de laboratório de tão maluca a trama que contarei a seguir:
:::: Máster Sound
Quando o anime Pokémon chegou ao Brasil, encontrou um grande problema, primeiro foi recusado pela Rede Globo e depois pelo SBT. A distribuidora antes de oferecer para a Rede Record, resolveu pegar o anônimo desenho e manda-lo para ser dublado no que é considerado um dos melhores (e mais caros) estúdios de dublagem do país, a Máster Sound em São Paulo. A empresa tem anos de experiência e é mais conhecida por seu trabalho em tudo que diz respeito à marca Street Fighter no Brasil. Tudo ia bem, a empresa usou do direito de que não estava sendo fiscalizada pela emissora/distribuidora e adaptou os nomes de personagens e cidades, com pequenos erros (poucos sons que saíram em inglês em vez do dublador em português, como o grito do Ash no primeiro capitulo), ai veio o filme Mewtwo contra ataca, eles dublam também, tudo parecia bem no reino de Pikachu, quando um pequeno detalhe estraga tudo. O especial As férias do Pikachu não estava no contrato e calhou a renovação do contrato na época em que a Máster Sound aumentou seus preços. Ou seja, nada feito vamos urgente atrás de uma mais barata. Curiosidade >>> A Máster Sound dublou os 58 primeiros episódios, contando todos os episódios censurados e os especiais pulados, depois na segunda temporada, quando os especiais apareceram, a BKS dublou os dois episódios novamente. Nota: 9,0
:::: BKS
A empresa que atormenta todos os fãs de animes entrou no rolo então e pegou o especial para cinema e o segundo ano pra dublar por contrato. Pra começar um problema, a qualidade de som é pior que da Máster Sound, mas nada que de medo na Record ou na Warner (a tal distribuidora) o choque veio mais tarde quando souberam que muitos dubladores do primeiro ano da série se recusavam a dublar na BKS por alegar serem mal tratados por diretores de lá. Resultado as vozes do Professor Carvalho (e por conseqüência da Poke Agenda, pois são os mesmos), da mãe do Ash, do narrador e do Meowth e do Butch foram trocados. E a BKS tocou o barco, fazendo pequenas mudanças e algumas loucuras. Primeiro trocou a pronuncia do nome de alguns Pokémon como o Gyrados. O que ficou estranho foi que o tradutor começou traduzindo o nome de quase tudo, cidade, ilhas, TUDO e no fim simplesmente parou com isto. Quando segundo filme de Pokémon chegou ao Brasil a distribuidora recebeu o filme no rio e decidiu mandar dubla-lo lá mesmo, na empresa Dellart que faz um serviço mediano. Mas por ser no Rio e os Dubladores morarem em São Paulo isto criou um problema. Mas este problema só não é maior do que estava por vir, a BKS não gostou disto e não renovou contrato, mas tudo bem pra distribuidora, pois ela e a emissora não estavam mesmo contentes com preço (eles nunca estão contentes) e qualidade da BKS. Curiosidade >>> No episódio dos Clafarys a dubladora da Jenny estava sem voz então para não atrasar a exibição da Record, simplesmente mudaram, mas depois ela melhorou e voltou. Nota: 8,0
:::: Dellart
A empresa recebeu a missão de dublar o filme O poder de um e o especial Pikachu ao resgate. Mas tem um problema 500 quilômetros separam o Rio de Sampa, então a empresa pediu para a Warner trazer para o rio os quatro principais personagens, Ash, Misty, Jasse e James. Resultado foram trocados, o professor Carvalho, a mãe do Ash, a do Meowth, do Tracey e a do narrador. Para a dubladora da Profa. Ivy não ouve problema pois a mesma é atriz na Globo e vive na ponte aérea, para a única fala (ou seria grunhidos) do Brock foi mantido o original. Fez um trabalho razoável apesar de ter sido meio mal dirigido. Nota: 7,0
:::: Parizzi vídeo
Bem chegou o terceiro ano e começou a procura de uma empresa de dublagem que corresponde-se a todas as expectativas da distribuidora/emissora. E rodaram São Paulo e bingo acharam, uma barata (por ser nova) e que fizesse tudo que eles quisessem, a Parizzi então foi contratada para dublar o terceiro ano. E a emissora pediu ao diretor, o senhor José Parizzi Junior que traduzi-se ao Maximo expressões ou pé da letra (ou adapta-las) e que nomes fossem mantidos como no original até na pronuncia. Ai veio o grande erro (mais um???) e começaram a chover besteiras, do tipo Gary Oak (todo mundo sabe que tinha sido traduzido para Carvalho) pipoca doce (antes foi traduzido certo como bolinho de arroz) Cidade de Veridian e Magicarp voltaram aos seus originais. Teem Rocket foi usado (em vez de equipe Rocket) e o trabalho ficou muito ruim em todos os aspectos, pois o som do estúdio também não é aquela maravilha. Mas uma coisa de boa aconteceu que o estúdio trouxe devolva os dubladores originais do Prof. Carvalho, Brock, Tracey, da mãe e do Meowth. De resto Gary, Ash e cia. Foi tudo mantido (como sempre) tendo uma boa repercussão também por dois motivo, os atores foram dublar com um certo receio, pois antes a empresa só tinha um trabalho expressivo, o dos filmes de Dragon Ball Z da Paris e ficou com fama de atrasar pagamentos por causa deles, o que levou a assinarem contrato com uma condição atrasou, não dublam mais e pronto. E segundo porque o diretor é super simpático com a imprensa (diferente dos outros 3 que passaram pela série) e ganhou a simpatia das revistas especializadas. Nota: 8,0
Dubladores oficiais
(os primeiros que legalmente representam o personagem)
Ash (Fábio Lucindo)
O garoto é o mais parecido com os fãs da série com direito as espinhas e tudo, começou fazendo pontas e hoje é um dos mais requisitados do mercado, fazendo o Kuririn (em DBZ), o Li (em Sakura) e o Bucky entre muitos outros.
Misty (Márcia Regina)
A dubladora também tem pouco tempo de profissão ao pegar Pokémon, mas hoje é muito requisitada, fazendo entre outros DBZ.
Brock (Alfredo Rollo)
Dublador antigo e experiente ganhou fama como o Vegita de Dragon Ball Z, mas ele ainda é mais fã do Brock mesmo.
Tracey (Rogério Vieira)
Ator que ama a profissão e seu personagem e por ele voltou 20 dias antes de uma viagem só pelo terceiro ano.
*Na Dellart foi dublado por outro ator.
Sra. Ketchum - a mãe do Ash (Vanessa Alves)
Após dublar a personagem na primeira temporada, a dubladora ficou feliz ao ser convidada a voltar na terceira.
*Outras duas atrizes já dublaram a personagem uma na BKS e outra na Dellart
Narrador e Dexter (Fábio Moura)
Entrou na série apartir da segunda temporada e alem de narrador pegou também a voz da Poke-agenda, e por ter conquistado os fãs, ficou no terceiro.
*O narrador foi diferente na primeira temporada, sendo feito por um radialista. Já a Poke Agenda na primeira temporada por feita por Wellington Lima.
Professor Carvalho (Wellington Lima)
O ator dublou o professor Carvalho na primeira temporada da série assim como a Poke-agenda. E ficou feliz de voltar na terceira, apesar de não dublar mais a Poke-agenda.
*Outros dois atores já dublaram o personagem na Dellart e na BKS
Jasse e James (Márcio Araújo e Isabel de Sá)
Sem duvida os dois atores mais experientes do Cast inteiro, ambos tem uma coisa muito curiosa em seu contrato, desde a segunda temporada exigem dublarem juntos os seus personagens. Pois em um estúdio cada personagem é dublado em separado e eles não querem dublar separados. Márcio ganhou fama por fazer personagens engraçados em animes e desenhos pelo seu jeito sempre animado, dublou o Yancha de DBZ. Já Isabel é muito concorrida no meio pelo talento de mudar de voz fácil, dublou a primeira Sailor Júpiter e lutou até o fim pelo direito de dubla-la novamente em Sailor R, mas por um motivo estranhíssimo a BKS (em mais um de seus enormes erros) não deixou.
Meowth (Armando Tirabosque)
Primeiro dublador do Meowth gostava de dublar o personagem, mas não aceitou ir para a BKS por achar a empresa de má qualidade. Voltou a série no terceiro ano.
*O personagem já foi dublado por outros dois atores um na Dellart e outro na própria BKS.
As dubladoras da Jenny e da Joy nunca foram alteradas. Com exceção de um capitulo da BKS que a atriz que faz a oficial/policial (de acordo com a empresa de dublagem mudou isto também) Jenny estava doente e a empresa para não arrasar a exibição tiveram que substituí-la naquele episódio ( o do: Contos Clafary), mas no momento não temos o nome nem dela nem da enfermeira Joy.
Texto feito por : David Denis Lobão (o Fly) escreveu e é defensor até o fim da dublagem, mesmo que as vezes ela cometa "alguns" erros.
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